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Você está cuidando do (a) seu filho (a) de acordo com os seus princípios?

À primeira vista essa pergunta do título pode parecer um pouco moralista, mas juro que não tenho a intenção de julgar ou cobrar alguma atitude de alguém. Trata-se, apenas, de um convite à reflexão sobre a nossa maneira de agir! Será que existe coerência entre o que acreditamos e o que fazemos?

Pois é… Elucidar essa questão pode ser a chave para alguns probleminhas cotidianos, aos quais empregamos, com pesar, tanto do nosso valioso tempo. Querem ver só?

Começarei com o meu próprio exemplo. Distrair as minhas filhas com a televisão, enquanto tinha algo para resolver em casa, sempre me deixava muito desconfortável. No final, o que era para ser uma solução, me apontava o triste saldo de duas crianças agitadas, tarefa materna mal feita ou inacabada, uma mãe nervosa e frustrada, discussões, culpa e lágrimas.

O pior; apesar da experiência anterior ter me apontado que esse não era um bom caminho, lá estava eu, novamente, reproduzindo o mesmo erro e provando do mesmo saldo, que cada vez mais, trazia como acréscimo a promessa do desgaste da nossa relação.

Até que, em uma bela manhã, decidi colocar um ponto final nessa situação. Já estava ligando a televisão e me preparando para ter um dia daqueles, quando resolvi parar para pensar um pouquinho e fazer diferente.

O que me aborrecia tanto nesse contexto? Descobri que era a minha incoerência, ou seja, fazer algo que eu não acreditava, por comodismo. E puxa, como é difícil chegar a essa conclusão!

Sair do papel de vítima para o papel de responsável pela sua própria mudança requer muita coragem.

Quando refleti e assumi que eu estava fazendo com as minhas filhas o que eu incentivava outros pais não fazerem com as crianças deles, me fez sentir desmoralizada e desacreditada. Eu sabia que existia um jeito e que eu também deveria colocá-lo em prática. E foi o que eu fiz!

Parei de nutrir culpa pelo o que já havia acontecido, deixei de inventar desculpas como forma de negação e defesa  e preparei-me para acolher com carinho as demandas que surgiriam.

À princípio houve recusa e muita birra por parte das minhas filhas, mas mantive a firmeza e a ternura. Expressei, calmamente, a minha pretensão de que a nossa relação melhorasse e o quanto eu desejava prestar mais atenção às necessidades delas, estando mais presente.

Aos poucos e com muito trabalho as coisas foram melhorando. As brigas diminuíram, a qualidade do nosso tempo juntas deu um salto incrível e eu aprendi a organizar melhor meus compromissos. Claro que existem outras entraves, mas essa já não nos assusta mais!

Por que conversar sobre isso? O intuito não foi falar sobre a televisão, mas sim sobre o que nos atormenta. Sustentamos muitas insatisfações por medo que elas nos apontem nossas fraquezas.

Recebo muitas mensagens de pais insatisfeitos com a maneira como estão educando seus pequenos. Sim, percebo que há muita dor e angústia no discurso que apresentam, mas, também sinto que eles receiam aprofundar a questão.

Têm medo de descobrir o que se esconde atrás de pais que batem, da insuficiência do diálogo que já não é capaz de sustentar vínculo algum, da falta de paciência, do cansaço que impede a ação, do sucumbir às interferências externas e por aí vai. Sofrem com a incoerência de fazerem algo que não acreditam. Amam seus filhos e não estão satisfeitos com o que oferecem e da maneira como oferecem.

Só há um caminho: encarar os fatos e agir conforme dita o coração!

Se dá trabalho? Com certeza! Mas, vou lhes contar um segredo: sustentar uma situação que só traz desgaste físico e emocional dá mais trabalho ainda!!!

Escolhas….

Beijos e até a próxima!

 

Curta a página do “Brincando por aí” no facebook e acesse o site www.brincandoporai.com.br para conhecer um pouco mais sobre o meu trabalho!

 

2 Comentários

  • Queria saber mais sobre como educar filhos, gostei do seu ponto de vista. Obrigada

  • Queria saber mais sobre esses assuntos com filhos. Obrigada

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