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TEDx São Paulo – Que tal espalhar boas ideias por aí?

Ontem, dia 6 de junho, tive o prazer de acompanhar, em São Paulo, esse evento tão contagiante que contou com a presença de palestrantes que, particularmente, eu adoro muito! E como eu acredito que informações boas devem ser compartilhadas, resolvi escrever esse post para que o bichinho da vontade de transformação atinja mais pessoas por aí!

Para quem não conhece, o TEDx São Paulo, faz parte do programa de eventos TED, embasado na seguinte premissa: “ideias que merecem ser espalhadas”. As palestras podem ser assistidas ao vivo, no local escolhido pelos organizadores ou online, no mesmo dia.

Além disso, outras palestras sobre diferentes temas, realizadas em diferentes países, ficam à disposição à espera de um clique para começar a inspirar e plantar sementinhas de ações importantes.

Segue abaixo um breve relato do que prestigiamos ontem, só para vocês provarem um pouquinho da sensação da potência desse encontro!

Estela Renner foi a primeira e emocionou a todos ao falar sobre a temática principal do seu maravilhoso filme: “O Começo da Vida”. Aprendemos ou recordamos que ao mudarmos o começo da história, mudamos a história toda!

Segue abaixo o trailer do filme

Em seguida, Clóvis de Barros Filho, mostrou como compramos a crença de que a felicidade sempre está longe do nosso alcance, esperando em algum um acontecimento futuro. Se não prestarmos atenção, a sociedade  nos transforma em “pagadores de pedágio para a felicidade”: passamos toda a escola nos preparando para o vestibular, a faculdade é vista como trampolim para um bom trabalho, o emprego nos aponta metas que nos levam a cargos de maior importância e a aposentadoria não traz a satisfação que era esperada. Não podemos esquecer que a felicidade e a vida andam juntas, de mãos dadas, no presente. Bom ouvir isso numa segunda-feira, dia tão desprezado por muitos, que já esperam ansiosos o próximo fim de semana.

Duília de Melo, cuja curiosidade a guiou na descoberta de estrelas, apontou a necessidade de não desencorajarmos as crianças e seus talentos. A vontade do ser deve ser maior do que qualquer imposição sistemática. Não podemos calar dentro de nós o que nos move!

A escola e sua inadequação às transformações do século XXI, foi um dos pontos levantados por Camila Achutti. Segundo ela, os professores ficaram aprisionados pela pressão dos títulos de especialistas, endossados pela divisão disciplinar e não perceberam o quanto isso pode ser ultrapassado e limitante em uma era em que a tecnologia nos agrega, de maneira eficaz, muitos conhecimentos. O momento atual necessita de maior foco nas relações e no senso crítico do funcionamento das coisas, inclusive Softwares.

Camila Agone, de apenas 18 anos, mostrou-nos, pelo seu exemplo, que as limitações somos nós mesmos que criamos como desculpas para continuarmos em nossa zona de conforto. Quando acreditamos em nosso talento e somamos a ele nosso esforço pessoal, podemos chegar muito longe. Mas, antes precisamos responder, com toda a atenção, a seguinte pergunta: “Qual o lugar que queremos ocupar no mundo?”

Os desafios de uma mãe, cujo filho apresenta alguma necessidade especial (no caso, Síndrome de Down), foi o tema levado por Ana Castelo Branco, a qual, em busca de escolas, percebeu que discursos lindos sobre respeito à diversidade e à individualidade, muitas vezes vinham acompanhados de frases iniciadas com “veja bem…”, dificultando o acesso inclusive de sua outra filha, para não terem que justificar a não aceitação da diferença. Ela resolveu correr atrás de seus direitos; que bom!

Com Tulio Schargel mergulhamos nas grandes descobertas internas e externas. Fazer o que se gosta e estar presente na experiência, descortina grandes oportunidades! Ele descobriu a “grandiosidade” das espécies extintas.

O pessoal do Dream Team do Passinho soube aproveitar  a tal da oportunidade, e após vencer a Batalha do Passinho – competição de dança entre várias comunidades do Rio – seguiu unido, descobrindo novas habilidades, como composição, por exemplo. Conseguem imaginar em quantos preconceitos esses pés tão ágeis já tiveram que pisar? Com certeza estão deixando o caminho mais tranquilo para outros jovens trilharem!

Depois foi a vez da banda Kick Bucket falar sobre seu projeto e da vontade de tornar a música mais acessível, utilizando nada mais, nada menos que o maior palco que existe no mundo – a rua. No vídeo abaixo conseguimos entender melhor o projeto e perceber que baldes podem se transformar em instrumentos maravilhosos.

A linda Angélica Dass encantou a todos com o seu projeto Humanae que fez muita gente, pelo mundo afora, revisitar os conceitos de cor de pele e de raças, à partir de um questionamento que saltou de dentro de uma caixa de lápis de cor. O lápis cor de pele não dava conta de pintar a sua família tão “colorida”. Que bom descobrir a diversidade e se maravilhar com a própria individualidade, não?

Angélica Dass, Humanæ, 2012 © Angélica Dass -créditos da foto

Os Jogos Cooperativos foram apresentados com nuances tão delicadas e fortes pelo palestrante Rodolpho Martins. Descobrir sua missão de uma maneira tão linda e ainda contribuir para criar um mundo com uma mentalidade mais solidária e menos dual é um verdadeiro presente.

Como não encontrar eco nas palavras de Jamerson Mancio? Quem nunca se viu numa encruzilhada entre a imposição do “Você tem que…” das Instituições e o “O que eu quero fazer” que grita dentro do coração? Ele tem vontade de transformar essa realidade e resolveu partir para a ação, por meio do Projeto Guerreiros sem Armas (http://institutoelos.org/gsa/) que recruta pessoas em prol de uma causa, embasado nas seguintes perguntas reflexivas – Os seus sonhos são maiores do que você mesmo? O seu coração está comprometido nas suas causas? Você tem coragem para agir?

A busca de um contexto tolerante para crianças e adolescentes criarem e se expressarem, livremente, é um dos objetivos do Projeto Primeiro Livro, de Luis Junqueira. Ele conseguiu mostrar que com paciência e muita conversa, somos capazes de tirar as crianças da situação cronicamente passiva que se encontram em nossa sociedade. Foi o que fez, ao dar voz e novos horizontes aos jovens da Fundação Casa. Impossível não se emocionar.

Bel Pasce, de maneira tão cativante, nos propôs um “Auto-update”, ou seja, capacidade de nos atualizarmos a cada instante, sem deixarmos de enxergar as oportunidades que se fazem presentes. Para isso é preciso criarmos um forte vínculo com a nossa verdade, com o que nos move; observarmos tudo ao nosso redor, mesmo o que à priori não nos parece interessante; deixarmos de hierarquizar, de dar importância a determinados momentos, ideias e pessoas em detrimento de outros, e, por que não, nos permitirmos a recriar o mundo em busca de uma versão melhorada e atualizada.

Os jogos de tabuleiros são levados bem à serio por Fernando Tsukumo, que acredita que eles também fazem parte do brincar e que contêm muitos ensinamentos. Lembra-nos, ainda, que, somente no português brincar e jogar são palavras distintas. Termina com uma bela analogia entre o jogo e a vida: o que importa mesmo é a jornada, o caminhar, o aprendizado e a diversão que nos proporcionamos e não o fim!

Ninguém sabe tudo, mas todo mundo sabe alguma coisa! Que a inteligência coletiva pode ser muito bem aproveitada com o acesso a internet não tenho dúvidas! Não é à toa que alimento um blog! Mas, a Drica Guzzi vai além! Batalha bastante para que a inclusão digital seja uma realidade e não descarta o potencial de uma ação coletiva para chegar lá!

E mais um momento para pensarmos no lúdico! Renata Meirelles ressaltou a importância do Brincar e nos convidou a observar o que se esconde atrás do gesto dessa atividade executada por todas as crianças! Sim, por todas, por mais que os adultos estejam convencidos que elas atualmente não brincam mais! Elas não acreditam nisso, felizmente! Para quem ainda não viu, segue o trailer do filme que ela desenvolveu – Território do Brincar, que nos faz compreender que o brinquedo só faz sentido enquanto a brincadeira ainda está viva, por isso que a criança apresenta a imensa habilidade de construir utilizando o que encontra ao seu redor. Brinquedos industrializados, na maioria das vezes, não permite que essa máxima se cumpra.

David Arzel também aposta muitas fichas nas crianças e busca, por meio de seu projeto Yoga for Kids, criar espaços para que possam se conectar às suas necessidades corporais e ao meio de uma maneira saudável e alinhada aos propósitos individuais.

Se todas as crianças de 8 anos aprenderem meditação, nós eliminaremos a violência do mundo dentro de uma geração – Dalai Lama

E, por fim, numa belíssima apresentação, o Trio Titanium mostrou que a música eletrônica e a música clássica podem formar uma promissora parceria! Difícil ficar parado!

Tenho quase certeza que todos que estavam ali foram embora muito felizes e inspirados a também espalhar suas boas ideias por aí! Espero que sim!

Para ficar por dentro dos próximos eventos curta a página Do TEDx São Paulo no facebook https://www.facebook.com/TEDxSaoPaulo/?fref=ts

Também curta a Página do “Brincando por aí” para acompanhar as postagens https://www.facebook.com/brincandoporai/?fref=ts e acesse o site www.brincandoporai.com.br para conhecer um pouco mais sobre o meu trabalho.

Beijos e até a próxima!!!

 

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