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Que tal bordar um desenho do seu filho?

Ou que tal bordar um livrinho de histórias ou um quadrinho ou uma figura para o body do seu bebê ou eternizar o tamanho da mãozinha dele ou….ah! as possibilidades são infinitas.

Como novata nesse meio, optei por bordar um trabalho da Helena que eu adorei! Esse desenho foi feito em um dia muito especial para nós duas, estávamos em uma sintonia incrível, bem companheiras e, para fechar com chave de ouro, recebo esse presente com uma frase muito fofa dita por ela: “Mamãe, você é o sol que ilumina minha vida!” Derreti!!! Então, toda vez que eu olhar para esse quadrinho vou lembrar desse gostoso momento. Bordá-lo também foi um processo muito rico. Recordei tanta coisa, ela bebê, as conquistas (andar, falar, desenhar…), enfim, nostalgia boa!

Claro que a criança também percebe que você valoriza as coisas que ela faz e o quanto você a ama, pois vamos combinar, bordar um livrinho a mão, por exemplo, é carinho puro!!!!

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Esse é o desenho original, feito em casa pela Helena, reproduzindo uma atividade realizada na escola! ” Mamãe, você é meu sol!”

Muita gente torce o nariz quando falo que gosto de bordado, mas só experimentando mesmo para saber. Bordar traz para mim uma bonita analogia com a vida! Quer ver?

A escolha do projeto remete ao nossos sonhos, o que gostaríamos de colocar em prática. Para isso, faz-se necessário um mínimo de planejamento que seja; aí entram a linha, o tecido, a escolha dos pontos, representando como e onde iremos desenvolver nossos objetivos. Também cabe pensar para quem estamos fazendo todo esse movimento – Para si próprio? Para presentear alguém?

Pode ser que na metade do caminho tenhamos que mudar os planos, repensar o projeto. Como recebemos essa condição na vida ou mesmo na maternidade? Com tristeza ou flexibilidade?

Ah! A agulha, tão importante nesse processo! Se bem escolhida, preserva a linha, mas também pode espetar o dedo, lembrando-nos da importância em mantermos o foco, a atenção. Já os pontos, representam o caminho que nos leva a nossa tão sonhada meta. Às vezes quando estamos prestes a cortar a faixa da linha de chegada, um imprevisto acontece, nos obrigando a desmanchar todos os pontos e a começar novamente. A vida também é cheia desses testes. Quando algo dá errado, desistimos ou levantamos a cabeça e seguimos em frente? Penso que isso ocorre, muitas vezes, para verificar se estamos mesmo determinados e comprometidos com nossos sonhos, como se nos dissesse:” É isso mesmo que você quer? Vamos ver!”

E a tensão da linha? Tem pessoas que deixam o trabalho todo repuxado, tamanha tensão que colocam, outras, no entanto, deixam os pontos muito soltos. Que difícil achar o equilíbrio para uma composição harmoniosa! Assim é o nosso dia-a-dia!

Alguns gostam de desafios ou querem ter menos trabalho e pegam uma linha enorme para não ter que ficar fazendo diversos arremates, porém, a chance de dar nó é bem maior! Outros preferem ir devagar, alcançando pequenas conquistas por vez, antes de chegar ao todo. Como você prefere?

Falando em nó, que satisfação encontrarmos alguém pelo caminho que nos ajude a desfazê-lo. Por estarmos tão envolvido com aquele problema, não conseguimos encontrar a solução, aí chega alguém, com om olhar de fora e… pronto! Resolvido!

Por vezes, o caminho é árduo, mas a determinação nos levará a nossa conquista, a qual nos orgulharemos mais ainda, mesmo que façamos uso de defesas para enfrentarmos tantos desafios! Sinto isso quando escolhemos um tecido bem grosso, onde a agulha mal passa e, que devido a tanta força empregada, deixa doloridas marcas em nossos dedos, mesmo com o dedal!

Por último, mas não menos importante – o avesso! Como é o nosso avesso, traçado concomitantemente com o lado certo ao longo do caminho? Ficamos satisfeitos em mostrá-lo ou não o achamos tão bonito assim? Na vida como estamos cuidando daquilo que ninguém vê, também é muito significativo. Será que nos esforçamos para ficarmos confortável com esse nosso lado que não é tão exposto ao outro? É uma reflexão a se fazer.

Passado por tudo isso, a alegria do arremate final! O produto está ali pronto em nossas mãos, mas e agora? O que fazer? Muitos preferem começar tudo de novo, com a experiência acumulada para o projeto seguinte!!! E assim, vida que segue!

Posso ter viajado um pouco (ou muito), mas nova paixão é assim mesmo – conseguimos ver muita coisa boa naquilo que estamos aprendendo a amar! Não é assim também com nossos filhos?

Bom, se mesmo assim eu não consegui lhe convencer a bordar, conheço uma pessoa que conseguirá!

Andrea Souza Lima é uma dessas apaixonadas eternas e tem uma história lindíssima com o bordado (mas não conto, deixo para ela contar).

Ela dá muito cursos por aí! Tenho certeza que você se sentirá abraçado nas vivências dela!

Para saber quando serão os próximos encontros e já combinar essa nova aventura com ela, entre em contato:

e-mail: lima.andreasouza@gmail.com

Página do facebook: Passo o Ponto

Tel: 11 987200059

O trabalho abaixo foi feito em curso dela e em casa tem servido para aflorar a imaginação das meninas com diversas historinhas inventadas!

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Em uma bela tarde de outono, um coelho saiu de sua toca para procurar uma cenoura, quando, de repente, avistou um pássaro que lhe trouxe um importante recado………A partir daí, muita coisa pode acontecer!

O começo da jornada é assim:

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Escolher o desenho, passar com carbono e papel vegetal no tecido escolhido e…..bordar!!!!!

Espero que gostem e estou doida para ver os trabalhos de quem se aventurar a fazer!!!! Abraços!

“O tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo. Também se pode bordar nada.” (Machado de Assis)

5 Comentários

  • Que lindo, Bruna!

    O desenho da Helena, o bordado que você fez dele, o coelho saindo dá toca…e para arrematar, essa analogia linda! Adorei!

    Eu já bordei, mas sem tanta lindeza rsrs… ponto cruz e ficava tudo feio.
    Sempre fui meio avessa a trabalho manual, até que em 2013 decidi que queria aprender a costurar. Fui fazer um curso na minha cidade, a professora era mãe da minha amiga de infância, a maioria das outras alunas eram senhoras de idade e foi uma das coisas mais ricas que já fiz na vida. rs… Me apaixonei por linhas, tecidos, pelas histórias, pelas trocas. Ainda costuro um pouco, mais para relaxar e ver um pouco de trabalho tocável (sinto falta do meu trabalho não ser palpável rs).

    Depois dessa analogia vou voltar para máquina de costura com ainda mais carinho e amor.

    Gratidão pela partilha!

  • “Bordá-lo também foi um processo muito rico. Recordei tanta coisa, ela bebê, as conquistas (andar, falar, desenhar…), enfim, nostalgia boa!”
    Escutei sua voz falando isso Bru!
    Lindo.
    um beijo
    Elba

  • Gostei demais de sua idéia,,, O bordado com desenhos infantis me traz alegrias e uma paz infinita. Grtat por compartilhar

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