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Petar com crianças!

Vai diminuindo a cidade, vai aumentando a simpatia, quanto menor a casinha, mais sincero o bom dia.
Mais mole a cama em que durmo, mais duro o chão que eu piso, tem água limpa na pia, tem dente a mais no sorriso. (Simplicidade – Pato Fu)

Algumas pessoas questionam se visitar o Petar com crianças é viável. Não só é viável como é bem divertido!

Para quem não conhece, o Petar (Parque Estadual e Turístico do Alto da Ribeira) é um dos parques mais antigos do estado de São Paulo, muito conhecido por seu núcleo espeleológico – são mais de 400 cavernas cadastradas. Situa-se nos municípios de Iporanga (75%) e Apiaí (25%), a cerca de 320 km da capital.

O acesso é realizado por meio dos núcleos (Núcleo Santana, Núcleo Ouro Grosso e Núcleo Caboclos) onde é cobrada uma taxa de visitação, com exceção de crianças de até 12 anos e adultos com mais de 60 anos. Toda a visita deve ser monitorada por um guia, cujo valor é pago a parte, bem como os equipamentos (capacete e lanterna). O visitante deve vestir uma roupa apropriada como calças compridas, tênis e camisetas de manga longa ou que cubram os ombros, para realizar o trajeto com maior segurança.

Não é permitido adentrar as cavernas com mochilas e demais objetos, mas uma garrafa d’água e uma câmera fotográfica são bem vindas.

Estávamos em um grupo de 8 pessoas, sendo 4 adultos e 4 crianças com idades de 3, 4, 5 e 6 anos. Como todo passeio envolvendo crianças, o planejamento das atividades devem girar em torno delas, para que ninguém se estresse e todos possam aproveitar bastante. Assim fizemos.

Visitamos o Núcleo Santana, onde fica a caverna de mesmo nome, a qual nos indicaram como mais apropriada para nosso o grupo, devido a boa acessibilidade (passarelas e escadas) e por não perder em nada para as outras no quesito beleza, pelo contrário, ela é a segunda maior do estado de São Paulo e considerada, por muitos, a mais bonita do Brasil. Vai vendo…

Tomamos um café da manhã reforçado e já partimos para lá, com a guia, pois a visita deve ser agendada no local. Tivemos que aguardar em torno de uma hora – o tempo que levou para conhecermos o espaço de orientação ao visitante, rico em informações sobre a fauna, a flora, as cavernas e as cachoeiras locais, e para certificarmos que todos foram ao banheiro, pois o passeio dura, em média, 2 horas e não dá para sair da caverna sozinho.

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Painel no Centro de Informação ao Visitante

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Água limpa e fresquinha!

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Uma borboleta veio dar as boas vindas

A Caverna Santana é realmente muito linda e repleta de ornamentações – “esculturas” e desenhos esculpidos na rocha, devido a ação da água. Foi divertido encontrar o cavalo, o cupcake, a asa de anjo, a pata de elefante, o ratinho e demais formações. Cada galeria visitada, muitas exclamações! Sobrou tempo até para uma parada com direito a histórias.

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Conseguem visualizar um cavalo?

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E um cupcake?

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Uma das passarelas!

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Senta que lá vem história…

Durante o percurso, a guia explicou sobre o espeleotema do lugar (ex: colunas, estalactites, estalagmites, etc) – uma verdadeira aula-experiência que, com certeza, ficará gravada para sempre.

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Estalactites e estalagmites

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Quando as duas se unem, formam uma coluna.

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A guia mostrando para as crianças o som da caverna. Se procurarem no youtube sobre a “Sinfonia do Alto Ribeira” , encontrarão vídeos do Hermeto Pascoal e grupo, tirando um som dessa mesma caverna.

Após a visita, é bem provável que todos estejam com fome. Não esqueçam de levar um lanchinho leve (frutas, sanduíches, biscoitos, entre outros), pois não vimos nada para comprar lá e o passeio não termina por aí.

Contrata-se o guia para o dia todo. Em grupos formados somente por adultos, outras cavernas e cachoeiras podem ser visitadas. Mas, com crianças não podemos exigir tanto. O ideal é que seja prazeroso para todos, lembram? Visto isso, após uma breve pausa para o lanche, seguimos por uma trilha (que por si só já é um entretenimento) até a boca de outra caverna – a Morro Preto. O portal de entrada é imenso, comparada às demais – 15m de altura por 10m de largura – e é de uma beleza indescritível!

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Caverna do Morro Preto.

Segundo estudos científicos, esta caverna abrigou nossos antepassados. Vale a pena conhecer, nem que seja só a entrada, como fizemos.

De lá seguimos para uma cachoeira, a do Couto, com queda de apenas 5m de altura, mas muito bonita e especialmente gelada, pois sua água vem diretamente da Caverna do Couto, após passar, também, pela gruta do Morro Preto. As crianças ficaram nas pedras, mas os adultos arriscaram um banho – renovador, por sinal!

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Cachoeira do Couto!

Muita água, muita caminhada, muita brincadeira; chega uma hora que bate o cansaço e a fome. Por sugestão da guia, paramos para almoçar na Pousada do Abílio. Foi um almoço bem caprichado, barato e delicioso! Nós chegamos sem avisar e fomos muito bem atendidos, porém, sugiro ligar antes, combinando um horário de refeição, para que eles possam deixar tudo certinho, sem pressa. Segue contato, ao final do post.

Outra dica útil é sobre a escolha da pousada. Gostamos bastante do lugar que nos sugeriram. A Pousada Rancho Hanna, além de ficar próxima ao Núcleo Santana, do Petar, oferece muita diversão para todos e as crianças adoraram!

No primeiro dia, só saímos de lá para almoçar. Um rio corta a pousada e permite a realização de diversas atividades: nadar, saltar, tirolesa e bóia-cross, sem ter que pegar carro para isso.

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O rio que corta a pousada.

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Bóia-cross

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Tirolesa

O dono foi muito solícito e simpático e até acendeu uma fogueira à noite, para que a diversão pudesse continuar.

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O fogo é mesmo muito fascinante!

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O céu estrelado foi uma atração à parte! Dizem que chove muito naquela região. Tivemos muita sorte, pois pegamos um final de semana ensolarado com uma noite linda.

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Pizza no jantar, porém o dono da pousada deu jeitinho de arrumar uma comidinha caseira para as crianças rs

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Não dormiram na barraca, mas brincaram muito nela!

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Esse gatinho fez sucesso com a criançada…Muito mansinho!

Essa pousada também fica próxima à Cachoeira do Sem Fim, situada em uma propriedade particular. Só é necessário pagar uma pequena taxa de visitação e deixar o carro estacionado na estrada.

São 3 quedas de 10, 4 e 11m, respectivamente, com trilhas de fácil acesso para as crianças. Não fomos por falta de tempo e disposição dos pequenos, mas, fica a dica para quem puder e quiser ir.

Acho que já deu para perceber que dá para fazer essa viagem com crianças, não é mesmo? Criança e natureza sempre combinam, basta fazer boas escolhas e respeitar o ritmo delas, o que irá garantir uma experiência maravilhosa para todos!

Com certeza, nossos pequenos, guardarão na memória, com muito carinho, esse passeio!

Sorte a minha ter desfrutado dessa experiência com pessoas tão especiais! Meus sinceros agradecimentos a todos!

Abaixo algumas sugestões e importantes informações:

– Rio e mato formam uma combinação maravilhosa, inclusive para os pernilongos. Não deixe de levar repelente e de usar calças compridas e tênis em horários mais críticos;

– A Cachoeira do Sem Fim fica na estrada principal (SP – 165) que vai do Bairro da Serra até a cidade de Iporanga.

– Para mais informações sobre o Petar, incluindo taxa de visitação e horários de funcionamento, acesse o site www.petar.com.br e o e-mail para solucionar possíveis dúvidas é petar@petar.com.br;

– Não esqueçam de levar dinheiro e/ou cheque, pois alguns lugares não aceitam cartão e, na cidade, não tem caixa eletrônico;

– A Pousada do Abílio, onde almoçamos, fica no Bairro da Serra, na cidade de Iporanga e o telefone para contato é (15) 3556 1405;

– A Pousada Rancho Hanna, onde nos hospedamos, fica na estrada Iporanga/Apiaí, km 6 e os telefones para contato são: (15) 99745 6865 ou (11) 94258 3099 / e-mail: contato@pousadaranchohanna.com.br. O local também conta com Day use. Para maiores informações, acesse o site www.pousadaranchohanna.com.br;

– Para encontrar outras pousadas e campings, acesse o site www.petaronline.com.br e para outras informações contato@petaronline.com.BR;

– Sugestão de guia: gostamos bastante da guia que nos foi indicada. Ela foi muito carinhosa e atenciosa com nossas crianças. Contato – Jhu (15) 99721 1386.

Espero que tenham gostado da dica de passeio!

Para acompanhar as postagens, curta a página do “Brincando por aí” no Facebook e para conhecer mais sobre o meu trabalho, acesse o site www.brincandoporai.com.br

Beijos e até a próxima!

 

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