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Mãe: o principal “ambiente” do recém-nascido

Imagine o bebê se desenvolvendo em um lugar quentinho, escuro e aconchegante, ouvindo os sons do corpo da mãe, sua voz e das pessoas que com ela convivem, compartilhando de suas emoções, entre muitas outras coisas.
Enquanto isso, imagine aqui fora, a preocupação de seus pais em como receber esse novo e importante serzinho, que já é tão amado (pensemos numa situação tida como adequada, sabemos que nem sempre é assim, mas essa discussão fica para uma outra hora).

O mercado, é claro, aproveitando essa situação, visualizou um importante nicho de vendas e lançou sua proposta – muito bem aceita, por sinal!
Não é raro hoje em dia, encontrarmos revistas especializadas em quartos e em todo o arsenal de coisas que dizem ser necessárias para uma boa acolhida do novo membro da família.

Pergunto-me: Embasado em quê? No emocional e “status” de quem compra ou no desenvolvimento do bebê? Percebo que, muitas vezes, a segunda opção não é levada em consideração.
Quando nasce, o bebê é pura “sensação”, está vulnerável a todo e qualquer estímulo de seu meio. Mas, não vem totalmente desprovido de recursos para lidar com isso. Os reflexos primitivos somados a um ambiente saudável, garantem o sucesso desse primeiro momento, proporcionando que o bebê seja alimentado e amparado em todas as suas necessidades.

Nessa fase de adaptação, nada melhor do que aquela que lhe acolheu por nove meses; a pessoa a qual ele mais conhece. O ambiente passa a ser a própria mãe. E é exatamente disso que ele precisa.
O próprio ato de amamentar, tão freqüente no início, estimula naturalmente, o contato visual, o aconchego do colo, que oferece um dos principais estímulos desse comecinho – o tato, a tranqüilidade de ouvir a voz e sons do corpo da mãe, velhos companheiros da gestação.

Quartos muito coloridos, cheios de estímulos não irão agradar nem um pouco esse exigente ser, mesmo que tenha custado caro e tenha sido projetado com muito amor. Inclusive, um pouquinho mais adiante, prejudicará o sono dessa pessoinha tão importante e, consequentemente, seu desenvolvimento, uma vez que esse se consolida, principalmente, durante um sono com qualidade.
O quarto deve ser o mais simples possível, sem muitos objetos, com cores neutras, bastante luz natural e bem arejado. Deve valorizar o princípio de segurança e permanência, ou seja, sem constantes mudanças.

Muitas pessoas são adeptas da cama compartilhada ou preferem deixar o bebê ao lado da cama do casal nesse início. Um moisés com paredes mais altas também pode fazer as vezes do berço, por trazer a “sensação”de proteção e aconchego do útero.
Vai da escolha do casal, dentre as opções, identificar o que melhor supre as demandas dessa nova família e que garante a permanência quase constante do bebê com sua mãe.

Porém, para as mães fica um recado: preparem-se para momentos de muito colinho, muito leitinho, muito carinho, muito cansaço, muita adaptação, muita paciência e muito, mas muito amor!!!

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