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Criança e museu – uma combinação que pode dar certo

Muitos pais deixam de visitar exposições, pois acham que as crianças não irão aproveitar, ou mesmo acreditam que parar para olhar uma obra é pedir muito para os pequenos e, assim, acabam perdendo passeios deliciosos e muito divertidos para ambos.

Tudo bem! Visitar exposições de longas filas, lotadas não é mesmo uma boa opção. Mas, vamos combinar – até os adultos acabam se irritando nesses lugares, não é mesmo?!

Também não vale ir pensando que tudo será visto com todo o cuidado merecido! Não, definitivamente isso não irá acontecer!

Para fazer esse tipo de passeio com crianças, escolha um dia em  o museu não seja muito frequentado, leve um lanchinho (para comer em local apropriado, ok?!), dê preferência por exposições interativas, pois a curiosidade dos pequenos é enorme para não tocar em nada, recarregue sua paciência e entre na diversão!

Permita que a criança se direcione ao que lhe atrai mais, escute a opinião dela, a compreensão sobre os assuntos expostos e se contamine pelo olhar de empolgação voltado a cada novidade visitada.  Garanto que ela lhe surpreenderá!

A próxima dica, com certeza todos nós já sabemos, mas não custa lembrar: não é interessante escolher um horário em que a criança esteja cansada ou com muita fome, porque já conhecemos o desfecho né?!

Combinar algumas regras, faz-se necessário, afinal você está entrando em um espaço onde alguém arrumou tudo cuidadosamente para que os visitantes pudessem melhor aproveitar. Na dúvida, pergunte a algum funcionário o que é permitido e o que não é permitido.

A criança está cansada, desrespeitando os limites estabelecidos? Dê uma pausa, vá em algum lugar mais arejado e descanse um pouco. Se mesmo assim não der certo, reavalie se vale a pena continuar, afinal é só um passeio e não uma obrigação e tem o intuito de ser, no mínimo interessante.

Dessa vez, o museu escolhido foi o MAC – USP (Museu de Arte Contemporânea).

São 7 andares de exposições, um terraço com uma vista maravilhosa e uma ponte interligando o espaço a um parque super convidativo – o Ibirapuera (conhece?).

Claro que não vimos todas as instalações. Optamos pelas exposições mais interessantes para as meninas, respeitando as dicas acima. Foi muito legal! Por isso estou indicando aqui!rs

Abaixo algumas fotos do passeio!

A primeira traz uma combinação muito atrativa: visão e tato – tubinhos coloridos emaranhados em uma bancada de luz. Era como se tivesse uma plaquinha: “Está esperando o quê? Pegue-me, por favor! rs.

A Helena conseguiu fazer uma associação com o cabelo da Medusa, que nomeava a obra.

Sempre bom ressaltar: não induza o pensar. Deixe que a criança tire suas próprias conclusões. Para ela tudo tem que ser uma gostosa brincadeira.

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“Medusa” – obra interativa, ou seja, as crianças podiam mexer à vontade!

O gato da Nina Pandolfo foi o que mais chamou a atenção. Enorme, macio, fofinho e ainda por cima com barulhinho. Sim, ele ronrona!!!! (Suspiros).

Aí, outra dica de ouro. A Helena não se intimidou com o gato e foi logo tocando, explorando, mas a Manu ficou um pouco assustada, e nós respeitamos isso. Mostramos, pelo exemplo, que era seguro se aproximar, mas mesmo assim ela não esboçou essa reação, portanto não insistimos! Não é raro vermos pais empurrando a criança a contra-gosto para cima de algo que eles julgam interessante e exigindo que ela, mesmo aterrorizada, faça pose para a foto. O que se ganha com essa experiência? Fica para reflexão.

Olha o tamanho do gato em comparação com a Helena!

Olha o tamanho do gato em comparação com a Helena!

Não sei dizer quanto tempo elas ficaram nessa instalação. Só sei que foi um tempinho considerável! Adoraram ver as novas possibilidades de imagens corporais formadas, em um ambiente que lembrava a lua, segundo elas.

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Experimentando diferentes imagens! Risos na certa!

Quem são essas pessoas? Qual a história delas? Foram alguns questionamentos, ao entrar no universo dos quadros, por meio dos fones de ouvido!

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O que você está ouvindo Helena? – Vozes! E acho que é em inglês, porque não estou entendendo nada! –  “Pessoas falando ao mesmo tempo!”

Túnel, ponte e afins, costumam fascinar as crianças. Esse, abaixo, foi paixão a primeira vista. As percepções do som dos passos, da voz, do espaço, do visual dentro e fora, permitiram diferentes explorações. Olha lá a criança e suas descobertas! Muitos adultos passaram reto, sem ao menos olhar para essa instalação!

Outro adendo: veja só como respeito e gentileza abrem portas. Os funcionários percebendo o respeito dos limites, a exploração saudável e curiosa das crianças, os pais atentos ao lado, também mostravam frustração quando elas escolhiam algo que não podiam tocar e, sim, topavam ficar olhando, então começaram a convidar as meninas para algumas experiências – um gira-gira de cadeiras de escritório, um café interativo, um jogo para escolher as obras que mais gostaram e muito mais. Claro que adoraram.

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Já estava com vontade, quando o funcionário disse que podia, não queria parar de correr ali! rs

E ao final, uma surpresa deliciosa! Lá no oitavo andar, no terraço, um convidado muito especial resolveu aparecer! Sr. Vento veio, brincou de aviãozinho, bagunçou os cabelos, trouxe sensação de liberdade e alegria, despediu-se, foi-se embora, mas deixou o registro de uma experiência muito positiva!

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O vento estava de tirar o fôlego, mas não estragou a brincadeira!

Para finalizar, uma vista incrível – o Ibirapuera pequenino visto de lá de cima, os carros e as pessoas menores ainda, aviões passando no céu azulzinho e a felicidade no coração! Pronto, já podemos voltar pra casa!

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Olha o Ibirapuera lá embaixo!

Valeu a visita!!!!

Para quem se interessou:

MAC – USP

Rua Pedro Álvares Cabral, 1301

Horário de funcionamento: terça-feira: 10h às 21h

quarta-feira a domingo: 10h às 18h

Estacionamento e entrada grátis!

 

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