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Cacilhas – além dos restaurantes

Cacilhas fica em Almada – muito perto de Lisboa e, ainda assim, demoramos alguns meses para conhecer! Sempre que procurávamos por algum passeio naquela região, a associação com restaurantes era inevitável, seguida da visita a Fragata, como sugestão para as crianças, o que, à principio não nos parecia demasiado atrativo. Até que em um domingo qualquer decidimos ir para lá (adivinhem) almoçar! Quando não esperamos tanto, geralmente somos surpreendidos de uma maneira positiva. Foi o que aconteceu. Optamos por ir de ferryboat, pois é bem tranquilo e mais divertido. Sai do Cais do Sodré e leva apenas 10 minutos para chegar a outra margem do Tejo. Aqui estão os horários em dias úteis e os horários aos fins de semana e feriados.

Pra quem chegar próximo ao horário do almoço, como nós chegamos, a Rua Cândido dos Reis e arredores contam, realmente, com inúmeras opções de restaurantes com preços bem convidativos, se comparados a Lisboa. Bom, já que seguimos a dica número um, por que não partir para a próxima? E lá fomos nós visitar a tal Fragata D. Fernando II e Glória.

Desde a sua recuperação pela Marinha Portuguesa, após um incêndio, tal navio habita as dependências de seu Museu e pode ser visitado por quem quiser conhecer a sua história –  traçada durante o período em que se manteve em atividade, de 1845 a 1878.

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Sua grandiosidade atrai a atenção de adultos e crianças.

Minhas filhas ficaram bastante surpresas com o tamanho do navio-museu e, claro, quiseram explorar cada compartimento – todos bem organizados em termos de disposição dos objetos e de informações.

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“É de verdade, mãe?” “É sim!” “Uau!!!” E saiu para aproveitar a oportunidade…..

Como as louças não caiam? Eles comiam muito espinafre para ficarem fortes? Foram perguntas que surgiram ao conhecerem alguns hábitos e a parte funcional do navio.

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Horário das visitas: Segundas  – 12h às 17h (1 outubro/30 abril); 12h às 18h (1 maio/30 setembro)

Terças a Domingo: 10h às 17h (1 outubro/30 abril); 10h às 18h (1 maio/30 setembro)

Tarifário: 0 a 3 anos – grátis; 4 a 12 anos – 2 euros; 13 a 64 anos – 4 euros; > 65 anos – 2 euros; Família (2                      adultos + 2 crianças – 10 euros (1 euro a cada criança extra); Coletivo (10 visitantes + 1 grátis) –                    15 euros

As visitas são gratuitas no primeiro domingo de cada mês

Restaurante, ok! Fragata, ok! Hora de deixarmos nossos instintos guiarem o passeio! E não foi tarefa difícil!

Ao sair da Fragata pode-se avistar uma obra, que já deveria estar concluída, mas infelizmente não estava. Trata-se da execução da estrutura que abrigará o Submarino Barracuda, que fez sua última viagem em julho de 2013 para se juntar a Fragata no polo museológico da Marinha. Conseguimos ver pelas frestas e parece incrível! Voltaremos quando as obras acabarem.

Para compensar a frustração nada melhor do que tomar um sorvete próximo ao farol e entrar no clima tranquilo do lugar. Gostamos deste aqui.

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Quando o sol forte nos expulsou do descanso, seguimos pelo Cais do Ginjal sem rumo definido, apenas com a vontade de conhecer um pouco mais da dinâmica e das nuances do entorno e aproveitar a vista de Lisboa e da Ponte 25 de abril que, pouco a pouco, crescia aos olhos.

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Construções abandonadas no Cais do Ginjal, transformaram-se em telas para Street Art

Estar com crianças é muito bom, pois o caminho se torna mais atrativo e lúdico. Brincadeiras de escolher o melhor grafite e reparar em detalhes escondidos ajudaram a manter a empolgação.

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No caminho, uma outra coisa que chamou a atenção foi a quantidade de pescadores. Gostoso sair da posição de conhecer pontos turísticos apenas, e compreender o que alguns habitantes fazem para se divertir ou mesmo cotidianamente. Essa empatia sempre ajuda a respeitar o espaço dos moradores e, consequentemente, faz com que sejamos tratados com mais gentileza. Afinal, ninguém gosta de ser incomodado, ainda mais quando se é o “dono da casa”. Essa mulher e a criança, no canto da foto abaixo, fizeram-me recordar a infância. Trouxeram à tona lembranças de pescarias com a minha avó, onde a interação acontecia num nível de interação surpreendente – sem celular, com a mansidão do rio e a ansiedade da boa espera, sempre na torcida que um peixe viesse nos atrapalhar. Prometi, naquele momento, que um dia repetirei isso com as minhas filhas. Nostalgia boa!

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Conseguimos, após diversas paradas, chegar a área que abriga alguns restaurantes muito bacanas. Para quem não tiver almoçado ainda, cai bem escolher uma mesa próxima ao Tejo e degustar um prato e a vista. Não foi nosso caso. Apenas apreciamos a decoração.

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No Jardim do Rio, lembramos das surpresas e mistérios observados até ali – o susto com o menino espiando atrás da “porta” e a suposta água-viva foram dois deles (fotos abaixo).

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O Jardim também é excelente para descansar, até que se crie coragem para embarcar no Elevador Panorâmico da Boca do Vento. Nem é preciso dizer que a paisagem vista enquanto se sobe é maravilhosa, não é mesmo?

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Lá de cima, então, tudo fica mais deslumbrante. Um ótimo lugar para realizar exercícios contemplativos! hehe

E como já era esperado, há um bar bem legal para beber algo e fazer um lanche básico enquanto recuperamos (ou não) o fôlego!

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Elevador Panorâmico da Boca do Vento

Horário: Todos os dias das 8h às 24h

Preçário: adultos e crianças >8 anos – 1 euro, ida e volta (meio trajeto: 0,50 euros); idosos à partir de 65 anos – 0,50 euros, ida e volta (meio trajeto: 0,25 euros)

Enquanto pensávamos que já era o bastante, novas possibilidades apareceram em placas turísticas. Entre elas um Museu Medieval que não abre aos domingos e A Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, a qual nem discutimos se conheceríamos ou não, entramos todos animados!

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A Casa da Cerca

Que delícia de lugar! Quantas exposições! Que jardins incríveis! Que vista espetacular! Quantas atividades!

Ficamos simplesmente apaixonados!

O tema da programação do ano de 2017 é “Os Cinco Sentidos” e tem como eixo central as exposições “Fazer Sentido do Mundo” que nos convida “a ver com outros olhos” e a “Pôr o Corpo a Pensar”.

Há ainda, encontros com artistas, encontro sobre plantas, serviços educativos, visitas orientadas, oficinas mensais, oficinas para famílias (aos fins de semana), oficinas para primeira infância…Ufa!

Vale a pena verificar a programação. Seguem algumas fotos abaixo, com destaque para a parreira que faz parte dos Jardim dos Leitores:

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Como se não bastasse, tudo isso vem com um Jardim Botânico lindo, de brinde, o qual também é utilizado para a realização de alguns projetos da Casa.

Todas as quintas-feiras são dias de voluntariados nos Jardins da Casa da Cerca – uma ótima oportunidade para quem gosta e para quem quer ajudar também. Não requer inscrição antecipada, mas os interessados devem ficar atentos aos horários. Abaixo, fotos do Jardim Botânico.

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“Mãe, o que está escrito naquela placa?” “Taste me – ou seja, Prove-me” “Posso pegar alguma coisa para experimentar?” “Sim, pode!” E, para desespero da mãe, ela volta com uma pimenta!

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A ponte é tão fotogênica e quase onipresente durante todo o percurso! Uma ótima opção para ver Lisboa por outros ângulos. Esta foto foi tirada do Miradouro do Jardim Botânico

Só saímos de lá quando fechou mesmo. Tudo bem, mais um tempinho para circular e descobrir outros detalhes, como a fachada do Cine Incrível, na última foto do quadro abaixo.

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E por que não brincar em um parque? Energia é o que não falta para nossas pequenas. O Parque Infantil do Jardim do Castelo cumpre bem a sua função, com brinquedos que remetem ao tema real. O espaço do Jardim conta ainda com Coreto, Miradouro e um Restaurante. Fica no Largo 1 de maio.

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Como o tempo é nosso camarada, ainda conseguimos parar para conversar com uma simpática senhora e fazer amigos felinos, na rua carinhosamente denominada “Rua dos Gatos”, pelas meninas.

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Por último, voltamos a Rua Cândido dos Reis, para petiscar alguma coisa, pois já estávamos com fome. Comemos aqui e gostamos.

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As meninas brincando sobre o Poço de Cacilhas. A frase que o circunda é de Mário de Sá-Carneiro: “: “Água fria e clara/ numa noite azul/ água, devia ser/ o teu amor por mim”.

Cacilhas com certeza é muito mais que restaurantes! Tudo prende o olhar, como o relógio solar da bela Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso – terceira foto do quadro abaixo. Um convite ao retorno!

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As crianças e os adultos ficaram muito cansados! Foi o que sinalizou a hora de pegarmos novamente o ferryboat, só que dessa vez para Lisboa!

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Até logo Cacilhas e Almada!

 

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